terça-feira, 17 de janeiro de 2017

É SUICIDA OU CRENTE, OS DOIS NÃO... DÁ?!

Graça e paz do Senhor a todos os irmãos!

Envolvi-me recentemente numa discussão em um grupo a respeito do suicídio cristão (quando um eleito regenerado tira a própria vida) e decidi escrever a respeito. Muito se questiona sobre a possibilidade de um filho de Deus se matar. Este artigo não intenciona dirimir todas as dúvidas e problemas éticos envolvidos na discussão, mas tomar o exemplo de um caso específico da Escritura e analisar as implicações deste para o enriquecimento do debate a respeito do assunto.

Antes de mais nada, um alerta: SUICÍDIO É PECADO! Atenta deliberada e ilicitamente contra a vida humana, o que incorre no erro proibido no sexto mandamento (Ex 20.13). Por suicídio, entendo "o ato voluntário e intencional de matar a si mesmo" (VÁRIOS AUTORES, 2004, p. 9). Não estou defendendo ou mesmo justificando tal prática, apenas esclarecendo um problema decorrente dela. Tendo elucidado sobre isto, podemos prosseguir.

Temos, pelo menos, um caso registrado nas Escrituras que pode ser considerado suicídio e que, ainda sim, a pessoa que o cometeu foi para o Céu (obviamente, não por causa disto). Aliás, não apenas suicida, mas genocida também, afinal, ele foi responsável pela extinção quase completa de uma etnia: os filisteus. Sim, falo de Sansão. Lembremos de como fora sua morte:

"Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e fez força sobre elas, com a mão direita em uma e com a esquerda na outra. E DISSE: MORRA EU COM OS FILISTEUS. E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela estava; e foram mais os que matou na sua morte do que os que matara na sua vida" (Jz 16.30, destaque meu).

Não, você não leu errado... SANSÃO DESEJOU MORRER JUNTO COM SEUS INIMIGOS! Você pode dar outros nomes para isso, mas o fato é que ele não declarou: "ó Deus! elimine estes incircuncisos" ou "livra-me desta angústia", mas "morra eu COM os filisteus"... Em nenhum momento Sansão pede para ser liberto da escravidão filisteia, mas apenas que Deus lhe conceda força para se vingar de seus inimigos (que também eram inimigos de Deus) por ao menos um de seus olhos, MATANDO-SE junto com eles (Jz 16.28). Não é o propósito deste texto apontar os elementos messiânicos envolvidos na vida dos Juízes de Israel, nem fazer um retrato biográfico de cada um deles ou do próprio Sansão (no caso deste, recomendo o excelente artigo do Dr. Daniel Santos Jr., disponível AQUI), mas destacar o momento de sua morte e a declaração feita por ele. Um homem desesperado que só enxergou uma única saída viável para a vergonha e  a humilhação que lhe foram impostas pelos inimigos de seu povo: dar cabo de sua própria vida, dando fim ao seu sofrimento e, ainda, vingando-se de seus inimigos. REPARE: ninguém obrigou Sansão a fazer o que fez, razão pela qual entendo tratar-se de um suicídio (ainda que a motivação dele fora possivelmente cumprir a missão de eliminar os inimigos de Israel, i.e. cumprir sua missão como libertador da nação - Jz 13.4-5 -, ele o fez às custas de sua própria vida. Os fins não justificam os meios).

Mas tu me perguntarás: "COMO SABES QUE SANSÃO ERA UM ELEITO?" A famosa lista dos "heróis da fé" em Hebreus 11 responde:

"E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão,  de Baraque,  de SANSÃO,  de Jefté,  de Davi,  de Samuel  e dos profetas [...]. Ora, TODOS ESTES que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior  a nosso respeito, PARA QUE ELES, sem nós, não fossem aperfeiçoados" (Hb 11.32, 39-40, destaque meu).

Quem está aguardando, junto com outros eleitos mortos, no lar celestial para ser aperfeiçoado conosco? Isto mesmo, SANSÃO, o suicida genocida crente. Isto não significa obviamente que todo eleito regenerado tem uma justificativa para o suicídio ou para o genocídio (a respeito do esclarecimento sobre se este último, de fato, deve ser considerado pecado tratando-se de Israel e seus juízes, recomendo uma série de excelentes artigos escritos por um irmão e amigo, Ev. Luciano Sena, disponível AQUI), mas também deixa claro que O SUICÍDIO NÃO É O PECADO IMPERDOÁVEL! (Cf. Mt 12.31-32). Acrescento ainda que, embora não tenham consumado o ato em si (como Sansão), a Bíblia registra outros casos de servos de Deus que desejaram a morte diante de um sofrimento agudo (p.ex. Elias - 1 Re 19.4).

Talvez a maior dificuldade das pessoas em aceitar esse fato seja por causa do pecado não confessado, i.e., se Sansão se matou, como poderia ter ido para o descanso eterno sem confessar este último erro?

Para responder essa pergunta precisamos, primeiro, lembrar que a confissão NÃO PAGA pecados, mas o sacrifício único e insubstituível de Cristo na cruz (Cl 2.13-14; Hb 9.28; 10.11-18). Logo, se alguém foi regenerado pelo Espírito Santo, recebeu os benefícios da morte expiatória de Cristo de uma vez por todas e nada poderá separá-lo do amor de Deus (Rm 8.31-39; 1 Jo 2.1-2). E isto também se aplica aos crentes da Antiga Aliança, como Sansão. Por que, então, pedir perdão? O Apóstolo do Amor reponde:

"Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz,  MANTEMOS COMUNHÃO UNS COM OS OUTROS e o sangue de Jesus, seu Filho,  nos purifica de todo pecado. Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. SE CONFESSARMOS OS NOSSOS PECADOS,  ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós (1 Jo 1.7-10, destaques meus).

A confissão de pecados não é para quitação de débitos com Deus, mas para a manutenção da comunhão com ele e outros irmãos. Uma ilustração pode ajudar a esclarecer: sou casado. Eu e minha esposa estamos sob pacto vitalício. Nós somos fiéis um ao outro e temos um compromisso a honrar um com o outro. Quando brigo com ela, não descumpro os meus votos (eu não saio de casa, nem digo que me separei), mas ficamos com a COMUNHÃO entre nós dilacerada. Apesar de continuarmos casados, enquanto não pedir perdão a ela por causa da briga, ficamos com a comunhão interrompida. Na relação com Deus acontece algo parecido...

As promessas feitas aos seus filhos por ele são irrevogáveis (At 16.31; Tt 1.2). Logo, quando pecamos, devemos confessar a Deus não porque perdemos a salvação com esse erro (não houve "divórcio" entre nós e Deus), mas porque nossa COMUNHÃO com ele e com os demais irmãos fica interrompida. O pacto permanece para sempre. A comunhão, todavia, pode ser obliterada temporariamente (não total, nem finalmente) por causa dos pecados cometidos.

Agora, portanto, podemos responder a questão: "se Sansão se matou, como poderia ter ido para o descanso eterno sem confessar este último erro?" Da mesma forma que qualquer eleito irá: pela graça e misericórdia de seu Salvador, não por suas boas obras (Ef 2.8-9). Se um cristão genuíno se suicida num momento de desespero ou opressão extrema (como foi, de fato, o caso de Sansão) ele comete um último pecado contra seu Pai Celeste, mas não teve a aliança com ele finalizada por causa desse erro. A mesma continua, pois é irrevogável, embora a comunhão tenha sido temporariamente perdida (por o quê... alguns segundos?). O fato de sermos eleitos regenerados não nos isenta de cometermos até mesmo pecados graves antes do suspiro final (lembremos de Davi e de tantos outros exemplos).

Sendo assim, não condene ao inferno pessoas que se suicidaram, nem aumente a dor daqueles que perderam entes queridos dessa forma. Claro, também não diga que todo suicida cristão indubitavelmente estará no lar celestial (até porque mesmo nos casos de óbitos de outra natureza, você não teria essa certeza). Apenas ore pelos enlutados e aproveite a oportunidade para consolá-los com a esperança da ressurreição para aqueles que descansam no Senhor (no caso de cristãos - 1 Ts 4.18; Ap 14.13) ou confrontar-lhes em amor (no caso de incrédulos) com a dura realidade do pecado e da morte e a única escapatória do Juízo Final: O arrependimento e a fé em Jesus (Mc 1.15). E se conheces alguém que esteja desejando o suicídio ou já tentou realiza-lo, lembre essa pessoa que, além de ser um pecado grave com consequências catastróficas, o Deus de toda consolação pode acalmar o coração mais ansioso (Fp 4.6-7) e atribulado (2 Co 1.1-6). Há esperança!


Que Deus nos guarde de julgar o destino de pessoas falecidas só por causa do modo pelo qual vieram a falecer. Um forte abraço!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Vários autores. Coleção Bioética: Suicídio e Eutanásia.  São Paulo: Cultura Cristã, 2004.

NÚÑEZ, Miguel. Ao cometer suicídio o cristão perde a salvação? Disponível em: http://www.ministeriofiel.com.br/artigos/detalhes/633/Ao_Cometer_Suicidio_o_Cristao_Perde_a_Salvacao. Acessado dia 17/01/17.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

PARA A NOSSA TRISTEZA...


Música evangélica se torna alvo de zombaria após vídeo do youtube
A conhecida música "galhos secos" da banda de rock evangélico dos anos 70 torna-se motivo de risos e piadas em todo o Brasil

Rev. Jairo Costa

Recentemente foi hospedado no sítio de vídeos da rede mundial de computadores, chamado "Youtube" o vídeo de uma família que propôs cantar a bela canção identificada com a expressão "nos galhos secos". O que poderia ter sido uma ótima oportunidade de testemunho cristão assumiu o formato de uma sátira, uma comédia, uma piada, uma aberração.

Tirando os olhos da mídia e olhando a Bíblia aprende-se que a alegria é característica essencial do Reino de Deus. Paulo defende a tese de que o "Reino de Deus não é comida, nem bebida, mas justiça e paz, e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17).

"Nos galhos secos de uma árvore qualquer, onde ninguém jamais pudesse imaginar, o criador fez uma flor a brotar. Olhai, olhai, olhai, os lírios cresceram nos campos. E o SENHOR nosso Deus nos tem alimentado para a nossa alegria". Essa canção já era conhecida do povo de Deus em 1983 quando cantava com a alma e não com essa imagem de deboche.

O cântico lembra Isaías 11.1 o "rebento / renovo" que nasce do tronco de Jessé (pai do Rei Davi) é expressão messiância, aponta Jesus. De onde não se espera surge a esperança de salvação. O tronco morto aos olhos humanos está bem vivo, pois tem sua vida oculta em Deus.  No livro pós-exílico de Neemias 8.10, vemos a proposta da "nossa alegria" sustentada pela alegria de Deus, "porque a alegria do SENHOR é a vossa força".

É óbvio que a "alegria" proposta não é meramente a de uma "boca escancarada, cheia de dentes" e de "olhos esbugalhados" como no vídeo; em segundo lugar não é a alegria centrada na filosofia hedonista da escola de Epicuro de Samos (Atos 17.18) do prazer versus sofrimento, em que "o prazer é o bem maior"; em terceiro lugar não se deve buscar a alegria "debaixo do sol" (Eclesiastes 2.1-11) como se as coisas materiais fossem sua fonte primária.

A alegria bíblica se expressa também no riso, no prazer, nos bens materiais, mas sempre como produto da ação salvadora de Deus. O formato de Paulo é: Justiça > Paz > Alegria.

quinta-feira, 17 de maio de 2012


Em resumo, o que é o inferno?

R: Pode-se definir inferno como o lugar de punição consciente e eterna para os ímpios. Nas grandes religiões (Hinduísmo, Islamismo e Budismo) ou cultura, encontram-se versões de inferno. Os que negam o inferno negam, não por ser irracional, mas por ser extremamente desagradável.

Vamos ver cinco proposições que falam do inferno e depois duas dificuldades: 

QUE É O INFERNO?


I) UM LUGAR REAL CRIADO POR DEUS

a) Ideias errada sobre o inferno:
Que é uma metáfora para demonstrar a infelicidade dessa vida;
Ex: Jean-Paul Satre disse: “Nada de enxofre ou grelha. O inferno são os outros”. Para ele é a crueldade com os nossos semelhantes ou deles para conosco;
Ex2: As pessoas dizem: “Passei por um verdadeiro inferno”.  Neste caso, as pessoas consideram inferno como sendo as frustrações da vida. É visto como o lado escuro e sombrio da vida, a tristeza e o sofrimento pelo qual o povo passa.

b) Ideias Bíblicas (e corretas) sobre o inferno:
É um lugar real;
Não é uma metáfora;
Não é uma descrição de problemas pessoais;
Não é um estado mental;
É um lugar com dimensões espaciais;
Foi Deus foi quem criou o inferno, porque foi ele quem criou todas as coisas (Ap.4:11); Deus o trouxe a existência; foi  por sua ordem que preparou o fogo eterno (Mt.25:41).

II) PENAS ETERNAS, TERRRÍVEIS E JUSTAS

O inferno é um lugar de punição. Primeiro, precisamo definir O QUE É PUNIÇÃO? Podemos identificar três tipos de punição:

A punição corretiva que visa fazer da pessoa uma pessoa melhor (sistema prisional);
A punição preventiva que visa impedir a pessoa de fazer algo errado (pais e filhos);

Essas duas a sociedade pecadora está disposta a aceitar e até mesmo a usar em determinados casos.

Entretanto, a punição retributiva, que é uma punição infligida simplesmente como recompensa pelo mal praticado, por ser justo que os malfeitores sofram, punição que assinala a aversão pelo erro e o compromisso com o que é certo, a sociedade não aceita. É considerada bárbara e imoral; Não parece coisa de pessoas civilizadas;
É perturbadora; É assustadora.

Talvez o desejo dos pecadores em seus corações seja que uma vez abolindo esse tipo de punição de nossas mentes, Deus também vai aboli-la.

O inferno não visa corrigir e nem prevenir as pessoas. Somente puni-las por seus pecados. Cada um segundo as suas obras, uns mais e outros menos (Lc.12:47,48; Mt.11:21-24). Esta é a punição retribuitiva de Deus.

A pena é maior para aqueles que nasceram em lar cristão e não assumem um compromisso real com Cristo.

A Bíblia não nos diz como será essa pena, mas a fato é que será justa e eterna.

O inferno é um lugar terrível: pranto e ranger de dentes (Mt.8:12); verme não morre e fogo não se apaga (Mc.9:43-49).

Devemos também fazer uma ressalva: Algumas seitas, tentando apaziguar ou disfarçar a dura realidade das penas eternas, tentam justificar as passagens relacionadas com o inferno dizendo que, na verdade, são expressões simbólicas que representam o lugar onde os judeus jogavam os corpos mortos, etc, etc, etc. De fato, a expressão Sheol, no Hebraico, e Hades, no Grego, às vezes é usada na Bíblia indicando apenas o estado dos mortos de todas as pessoas (Sl: 116.3  / Mt: 11.23 - NVI). Entretanto, não se pode negar que as Escrituras também usam essas expressões  para indicar uma penalidade sem fim aos perversos (Sl 9.17 / Mt: 18.9 - NVI). Então, por mais dura que seja esta realidade, não podemos negar que a Bíblia a ensine.

Também devemos ressaltar que o inferno é uma realidade pré-julgamento, ou seja, existe antes da Julgamento final para a alma daqueles que não se arrependeram. Percebemos isso na parábola do rico e do Lázaro, em Lucas 16.23. Algumas seitas tentam deturpar a clara existência do inferno neste texto, dizendo que por se tratar de uma parábola, não podemos considerar os elementos empregados nela como reais. Mas, perguntamos a estas seitas: Se em TODAS as parábolas Jesus SEMPRE utilizou elementos reais (Semeador, colheita, ovelhas, anjos, terrenos, peixes) por que deveríamos considerar que SÓ NESTA ele utilizaria elementos simbólicos, que não existem de fato?

Depois do Julgamento Final, o Diabo, seus anjos, os ímpios, a morte e inclusive o inferno serão:

Ap. 20:14[…] lançados para dentro do lago de fogo"


Uma realidade pior que o próprio inferno. Em Apocalipse 14, também percebemos a grandeza dessa punição:


Ap. 14:10,11 […] beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.  A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, […]


A punição é eterna, o castigo é eterno, o fogo é eterno (2Ts.1:9; Mt.25:41,46; Jd. 1.6,13);

A comparação é simples: assim como as alegrias do céu são eternas, os sofrimentos e tristezas do inferno são eternas. O Deus eternamente amoroso também é o Deus eternamente Justo!



III) O INFERNO FOI FEITO PARA O DIABO, SEUS ANJOS E OS NÃO SALVOS.


O diabo estará no inferno (Ap.20:10);
Seus anjos também (Mt.25:41);
E os não salvos. Apocalipse expressa claramente isso:

Ap. 21:8 [...] aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.


No caso acima, são as pessoas declaradamente ímpias. Mas em Tessalonicenses a ideia é outra:

2 Ts 1:7-8 […] quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder,  8 em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus.


Essas pessoas são consideradas pessoas “boas”, “íntegras”, “decentes”, mas que não creram em Cristo ou obedeceram os seus mandamentos.


Não podemos esquecer: Só são livres do inferno aqueles que creem em Cristo.

Jo 5:24:  Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.




IV) O DESTINO IRREVOGÁVEL DE QUEM MORRE INCRÉDULO


Na volta de Cristo, os corpos serão ressuscitados e as almas se unirão a eles novamente, mas as almas já estavam no céu ou no inferno; (Fp.1:23; Lc.23:39-43)
O rico e o Lázaro nos mostram que o corpo do rico está na sepultura, mas sua alma está agonizando no inferno. Ele está consciente de tudo que está acontecendo. O apóstolo Pedro também ensina que:

2 Pe 2:9,10  […] o Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo,  especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores.


Ou seja, Deus reserva, SOB CASTIGO, os injustos para o Dia do Juízo.

Não há uma segunda chance;
Não há esperança futura para os que estão no inferno;
Não adiante orar pelos mortos, eles estão longe do alcance de nossas orações;
Nem mesmo Deus os ajudará.

É por isso que o Evangelho é tão urgente.

V) O INFERNO É GOVERNADO POR DEUS E EXISTE PARA A SUA GLÓRIA

O inferno é governado por Deus;
Só Ele pode mandar alguém para o inferno (Lc.12:5);
Ele mesmo preparou o inferno (Mt.25:41);
Considerando que Deus é onipresente, Ele também está presente no inferno, mas lá, sua presença não demonstrará seu amor, mas sua ira e justiça (Ap.14:10);
O inferno não é governado pelo diabo. Ele é atormentado como todos os outros que estão lá;
O inferno existe para a Glória de Deus, assim como todas as outras coisas criadas por Ele.


Entendendo tudo isso, não temos porque não falar do inferno.

Um dia chegará o grande Dia e o julgamento acontecerá a todos:

Ap. 11:17-18  […] Graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.  Na verdade, as nações se enfureceram; chegou, porém, a tua ira, e o tempo determinado para serem julgados os mortos, para se dar o galardão aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, tanto aos pequenos como aos grandes, e para destruíres os que destroem a terra.


Os que não aceitam a doutrina do tormento eterno, geralmente apresentam três dificuldades para a não aceitação da mesma:

I) "O INFERNO É DESPROPORCIONALMENTE SEVERO"

RESPOSTA:
Não temos condições de avaliar o grau de ofensa de um pecado;
Não podemos avaliar o quão terrível é para Deus um simples ato de desobediência;
Não sabemos quanta culpa existe nessa desobediência;
Ex: Talvez para nós o assassinato seja muito pior que uma ofensa verbal. Mas, na perspectiva Santíssima de Deus, ambos são igualmente merecedores do inferno (Mt: 5..21-22). 

II) "O PECADO NÃO LEVOU MAIS QUE DIAS, HORAS OU ANOS. ENTÃO, POR QUE SUA PUNIÇÃO DEVE SER ETERNA? ISSO SERIA INJUSTO!"

RESPOSTA: A lógica é falha;
Ex: matar alguém, alguns segundos – punição por dez anos.

A punição é eterna porque a falta foi contra um Deus que é eterno.
Além do mais quem está no inferno, continua desagradando a Deus e pecando contra Ele eternamente.

III) DEUS É AMOR. O INFERNO É CONTRÁRIO AO CARÁCTER DE UM DEUS ASSIM.

Mq.7:18 diz que Deus “ [...] tem prazer na misericórdia.”.

Como Ele pode suportar ver algumas de suas criaturas indo para o inferno?

RESPOSTA:

Deus também disse em Rm. 9:15  "Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão.”


Deus é de fato amor, mas também é justiça e santidade;
Por isso Ele não se relaciona com o pecado;
Deus odeia o pecado;
Ex: Mãe que por amar o filho, paga a fiança para tirá-lo da cadeia, mesmo se tratando de um criminoso extremamente perigoso.

Que tipo de Deus trataria o bem e o mal da mesma forma?
Deus é santo em Seu amor e Sua bondade não é ameaçada pela Sua justiça.
Se Deus fosse obrigado a perdoar a todo mundo, a salvação seria obrigatória e um direito de todos e Jo. 3:16, não faria sentido nenhum.
A cruz é a maior prova de amor que Deus poderia dar aos homens.
À luz da cruz, quem pode dizer que Deus não ama e que também não é Justo?
Que Deus nos abençoe!

(Autor: Cristiano Mello)

quarta-feira, 25 de abril de 2012


Um convite a Lei de Deus!


Por Marcelo Lemos

Hoje quero convidá-los a algo que a maioria de vocês há muito não faz. Meu convite é que relembremos a Lei de Deus. Estamos cercados por centenas e mais centenas de mandamentos, humanos, tão estranhos as nossas necessidades quanto o mandarim, mas basta que a Lei de Deus seja mencionada para que a imagem de “opressão” sobrevenha à mente - inclusive de muitos cristãos. Não é verdade que a Graça tenha se tornado – na mentalidade de uma multidão considerável - sinônimo de destruição da Lei? Daí nos descuidarmos do tema, e raramente sentirmos o mesmo que o salmista, “a Lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma!” (Salmos 19:7).

A Constituição Brasileira de 1988 possui 250 artigos, e já sofreu mais de 50 emendas (em menos de 30 anos!). Se comparada a Constituição Americana, que possui apenas 36 artigos, a nossa é algo um tanto exagerado. Enquanto a americana pode ser escrita em uma ou duas folhas, a nossa precisa de um livro inteiro. Mas, nem mesmo a tão aclamada Constituição Americana é perfeita; em seus dois séculos de vida, ela acumula quase 30 emendas (uma emenda a cada oito anos, em média). A Lei de Deus – que “é perfeita” – continua a de sempre:


(1) Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: “Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim”.

(2) “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo da terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te curvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, nos netos e nos bisnetos daqueles que me odeiam, mas uso de misericórdia até a milésima geração com aqueles que me amam e guardam meus mandamentos”.

(3) “Não pronunciarás o nome do SENHOR, teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

(4) “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias        fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou”.

(5) “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os seus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá”.

(6) “Não matarás”.

(7) “Não adulterarás”.

(8) “Não furtarás”.

(9) “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”.

(10) “Não cobiçarás a casa do teu próximo; não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem sua escrava, nem seu boi, nem seu jumento, nem nada do que lhe pertence”.


Os Dez Mandamentos estão em Êxodo 20: 1-17. E não são apenas um registro histórico de um contexto cultural sobrepujado pelo nosso. A ética do Reino jamais foi alterada, segundo ensina-nos o Cristo: “Não julgueis que vim abolir a Lei ou os Profetas. Não vim ab-rogar, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou til se omitirá da Lei, sem que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no Reino dos céus” (S. Mateus 5: 17-19).
A despeito de o cristão moderno ter a tendência de considerar a Lei de Deus algo de menor importância, e dar a ela um lugar secundário em sua teologia, Cristo está dizendo que qualquer pessoa que violar, ou ensinar contrariamente aos princípios da Lei de Deus, “por menores que sejam” tais princípios, receberá a justa condenação por seu pecado! Essa afirmação soará de modo estranho nos ouvidos de muitos de vocês, e isso por si só já demonstra o quanto o Cristianismo atual tem se afastado da vontade do Senhor.

Isso tem implicações profundas, por exemplo, na guerra cultural que a Igreja enfrenta nos últimos dias. Vamos refletir um pouco.

A verdadeira liberdade consiste na submissão a Lei de Deus. Porque Deus deu sua Lei a Israel? Qual a justificativa dada pelo Senhor? Evidentemente, sendo Deus, Ele poderia simplesmente impor sua Lei, e não seria errado. Mas ele não fez assim, ele apresentou sua razão: “Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20: 1). Aqui temos Deus dizendo: - Outrora, longe do meu Governo, vocês eram escravos, agora, sob meu Domínio, vocês são livres: eis aqui, portanto, a minha Lei.

O argumento de Deus é evidente: se o Egito é a terra da servidão, a vida governada pela Lei de Deus é terra da liberdade.

Facilmente nos iludimos com outras promessas de liberdade; contudo, ela não está nos partidos políticos, no estado laico, nas políticas públicas, no livre-mercado ou no socialismo. Por melhores sejam as intenções de todas essas ideologias (e mesmo que algumas sejam mais bem intencionadas que outras), a Terra da Liberdade é governada pela Lei de Deus. Surpreendentemente os próprios cristãos se intimidam diante da possibilidade de uma nação governada pela Lei de Deus; em suas mentes isso seria um retrocesso, um retorno a Idade das Trevas, ou coisa do tipo. Estamos dispostos a aceitar a autoridade dos Três Poderes, da Mídia, da ONU, mas relutamos quanto autoridade em questão é a do próprio Deus. Isso nos leva ao próximo ponto.

Em contrapartida, qualquer outra lei que não seja a Lei de Deus, é idolatria. Quando Deus deu a Israel a Sua Lei, estava dizendo a eles que tinha pleno direito de Governá-los; eles lhe deviam total e completa obediência. “Sou o SENHOR, teu Deus”. Deus toma para Si o direito exclusivo de legislar sobre seu povo, de modo que aceitar um principio ético diferente – que fira a Lei – equivale a, mesmo que de modo inconsciente, um ato de idolatria.

Podemos escolher qualquer tema, em qualquer área da vida para exemplificar a questão. Qual a nossa opinião sobre a Pena Capital? Temos vários especialistas no assunto, e podemos escolher qualquer um deles no cardápio, contudo, se não estivermos interessados em julgar todas essas opiniões a luz das Escrituras, teremos colocado nossos especialistas num patamar de autoridade acima do que damos a Deus, e nos tornado idolatras! Qual a nossa opinião sobre o divorcio, o aborto, o homossexualismo, o dizimo, a economia, a política, os juros, a propriedade privada? Qualquer outra lei, qualquer outra autoridade que se sobreponha a Lei de Deus, é idolatria.

Vamos tomar um tema bem polêmico: nosso sistema carcerário. O que a Bíblia ordena sobre prisões? Devemos prender um ladrão, por exemplo? Acredito que muitos de você se surpreenderão diante do seguinte fato: o sistema penitenciário é antibiblico! A pena estipulada, nas Escrituras, para o roubo não é a prisão, mas sim a restituição. Ou seja, o ladrão descoberto tem o dever moral de restituir – muitas vezes em dobro – o valor do bem que roubou de alguém. Contudo, nós preferimos as penitenciárias, que além de transformar ladrão de galinha em criminoso profissional, ainda obriga a sociedade a custear os gastos dos criminosos que a vitimou! Alguém nos convenceu que tinha um Código Penal melhor. Há aqui um pecado. Qual o seu nome? Idolatria! E, não nos deixemos enganar, o Juízo de Deus sempre vem contra aqueles que se prostram perante os ídolos...

Da próxima vez que você ouvir uma de nossas autoridades, ou especialistas em segurança publica, reclamar do problema penitenciário, lembre-se de a recusa em nos submetermos a Lei de Deus equivale a um retorno ao Egito, uma volta à casa da servidão. Acredito que o mesmo raciocínio vale para todas as esferas da vida. E é este o compromisso da Reconstrução Cristã (ou Teonomia): através da pregação do Evangelho, conduzir a sociedade aos caminhos do Senhor. Revolução? Não; conversão apenas! Utopia? Não; fé nas promessas do Senhor, e certeza de que Deus é Soberano sobre tudo e todos, em todos os aspectos da vida e da sociedade!

Nos últimos anos tem crescido a pressão para que Governos retirem de seus departamentos símbolos cristãos como a cruz ou o crucifixo. Pretendem com isso a defesa da liberdade. Mas, segundo a Bíblia, a verdadeira liberdade só será alcançada quando em cada casa, quando nas paredes de cada repartição pública e nos escritórios do setor privado, pudermos ver reproduzidas as palavras dos Dez Mandamentos.

quinta-feira, 22 de março de 2012

"A GRANDE ESPERANÇA"... SERÁ?





Há algum tempo finalizei a leitura do livreto adventista: "A Grande Esperança", escrito pela Sra. Ellen white. Na verdade, o livreto é um resumo do best-seller: "O grande conflito". Realmente apreciei muitas colocações da Sr. White no livreto. Entretanto,gostaria de compartilhar com os leitores do blog a minha preocupação com alguns acontecimentos e argumentos utilizados por ela no livro. Ela diz que várias coisas aconteceram sem nem ao menos mostrar na Bíblia suas afirmações e isso é uma coisa muito séria! Em Apocalipse aprendemos que a pessoa que acrescenta algum ensino às profecias de Deus é alvo da Ira e Maldição Dele (Ap: 22.18-19). Então, consideremos algumas citações do primeiro capítulo:

A Sra. White afirma nas páginas 12 (Último Parágrafo) e 13 (No mesmo parágrafo):

"Deus tolerou Lúcifer durante muito tempo. Não foi rebaixado de sua posição elevada, nem mesmo quando começou a apresentar suas pretensões diante dos anjos. Inúmeras vezes lhe foi oferecido o perdão, com a condição de que se arrependesse e abandonasse seu orgulho [...] Se Lúcifer tivesse feito isso, poderia ter salvo a si mesmo e a muitos anjos".

Entretanto, nenhum dos textos bíblicos que ela mencionou na página 11 (Ezequiel 28:12-15, 17, 6 / Isaías 14:13-14) afirmou que Deus concedeu oportunidade para Lúcifer se arrepender! Sei que Deus é misericordioso para com os homens (Ex: 34.6-7), pois foi por eles que Cristo morreu. Mas, quanto aos anjos, a Bíblia nunca ensinou que Deus concedeu a eles oportunidade de arrependimento, mas, simplesmente, os condenou por terem sido rebeldes contra Ele (2a Pe 2.4 / Judas 1.6-7). Então, com que autoridade ela fez tal afirmação, já que nem a Bíblia ensinou o que ela disse acima?

Outro detalhe esquisito é a autoridade que ele concede a Lúcifer de salvar outros anjos. Mas, se não havia pecado, ele os salvaria de que? E, se ele realmente tivesse salvado os anjos, Lúcifer poderia ser considerado uma espécie de "Messias Angelical"?

Ainda na página 13 (Penúltimo parágrafo), esta Sra. afirma:

"[...] Satanás simulou haver sido julgado de forma errada, e disse que os demais desejavam privá-lo de sua liberdade. Depois de interpretar de maneira equivocada as Palavras de Cristo, passou à falsidade aberta, acusando o Filho de Deus de tentar humilhá-lo diante dos habitantes do céu"

Ora, ora, ora, estas colocações são muito sérias! Como é que esta senhora pode afirmar que tudo isso aconteceu, se NENHUM DOS TEXTOS BÍBLICOS QUE ELA MENCIONOU, ensinam isto. A única coisa que ensina nos textos de Ezequiel e Isaías é que realmente um tal querubim (que não especifica nome) quis ser igual a Deus, mas não fala que ele "acusou o Filho de Deus de tentar humilhá-lo". Isso é acréscimo aos ensinos da Escritura. Deus não deu oportunidade alguma de arrependimento aos anjos, já que ele os condenara eternamente.

E, que "palavras de Cristo" satanás deturpou no céu? O apóstolo João nos diz que tudo o que o Cristo fez ou ensinou necessário para sermos salvos, nos foi registrado. Ou seja, apesar de não sabermos tudo o que ele disse ou fez, o que foi registrado nas Escrituras é suficiente para nós. Onde estão as palavras deturpadas de satanás sobre o Cristo na Bíblia?

Bem, como se já não bastasse, ela continua na página 14 (primeiro parágrafo):

"Deus, em sua sabedoria, permitiu a Satanás continuar sua obra, até que a atitude de desafeição amadurecesse e se torna-se uma visível revolta"

Deus permitiu que um anjo celestial continuasse enganando outros anjos? Por quanto tempo? Onde a Bíblia ensina isso? Nesta mesma página, as expressões: "... Satanás havia alegado..." (final do 2o parágrafo) e "... Ele declarou..." (4o parágrafo) deixam claro que ela viu ou ouviu estas declarações do diabo em algum lugar... mas onde? Ela não mostra os textos bíblicos. De onde a Sra. White tirou todas estas colocações satânicas?

Na página 15 (no começo da página), ela fala sobre outra coisa que, pelo menos eu, nunca vi na Bíblia (E olha que eu já li ela toda):

"[...] os habitantes do céu e de OUTROS MUNDOS [negrito meu]..." 

A Bíblia ensina que existem extra-terrestres? Em que texto?

Ainda na página 15 (penúltimo parágrafo), ela continua dizendo que "[...] Satanás e suas hostes lançaram a culpa de sua rebelião sobre Cristo". Em que texto da Palavra isso é ensinado?

Infelizmente, a Sra. White faz diversas declarações como essas em todo o livreto sem qualquer testemunho bíblico. Numa próxima postagem colocarei comentários dos outros capítulos. Deus nos abençoe e nos conduza à verdade!