segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A REVELAÇÃO DA SALVAÇÃO EM CRISTO NO ANTIGO TESTAMENTO




"Então ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. [...] Depois lhes disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos." - Jesus Cristo (Lc: 24.25-27, 44)

A Divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como a revelação de sua Graça, vem sofrendo ataques sérios no decorrer de toda história! Indagações como: "Jesus é Deus?" ou "O VT fala sobre a salvação pela Lei e não tem nada a ver com Cristo" estão sendo dissimuladas desde o início da era cristã. E Para que nós, servos do Senhor, estejamos preparados para nos defender nesta "guerra" é preciso combater com nossas "armas poderosas em Deus" para "anular sofismas" como estes (2a Co: 10.4-5). Por isso, darei início a partir de hoje e, diariamente, a postagens sobre a revelação soteriológica Vetero-Testamentária, provando, à luz das Escrituras, que "importava se cumprisse" tudo o que Dele está registrado na "Lei de Moisés" (O Pentateuco), nos "profetas" (Livros históricos e proféticos) e nos "Salmos" (Livros Poéticos). Que o SENHOR JESUS os abençoe e edifique!

ÍNDICE


ESTE É O DIA QUE O SENHOR FEZ... E O MUNDO ESQUECEU!




"Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e >>PERGUNTAI PELAS VEREDAS ANTIGAS<<, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas. Mas eles disseram: Não andaremos nele." (Jeremias 6.16)

            Neste Domingo, comemoramos o dia que o SENHOR ressuscitou! Além disso, comemoramos também outra data muito especial, e não é o Dia dos Namorados. Ontem foi o quinquagésimo dia depois da celebração da Páscoa, quando comemoramos o PENTECOSTES!
                Esta palavra se origina da língua grega e significa "quinquagésimo". Isso porque, como disse, é o 50° dia depois da celebração da Páscoa. É a solenidade da descida plena do Espírito Santo sobre a igreja de Deus. Junto com o Natal e a Páscoa, forma o tripé mais importante do Ano Litúrgico. Esse detalhe ajuda a compreender por que o Pentecostes pertence ao Ciclo da Páscoa.
            Antes de ser uma festa dos cristãos, a celebração do Pentecostes foi uma festa tipicamente judaica e, antes de ser chamada assim, tinha outros nomes e era uma festa agrícola. Em Êxodo 23.16 é chamada de “Festa da Colheita”, a festa dos primeiros feixes de trigo colhidos. Em Êxodo 34.22 é chamada de “Festa das Semanas”, porque se calculava sete semanas a partir do início da colheita do trigo, ou seja, 49 dias.
            Com o passar tempo ela perdeu sua ligação com os agricultores e recebeu o nome grego de pentecostes. No tempo de Jesus, celebrada 50 dias após a Páscoa, ela recordava o dia em que no Monte Sinai, Deus entregou as tábuas da Lei a Moisés. Em Atos 2 nós vemos registrada a vinda plena do Espírito Santo no período da celebração desta festa.
Esta data deve ser comemorada pelo povo de Deus por algumas razões especiais: 1) O supremo dom do Pai e de Jesus à sua igreja é o Espírito Santo; 2) Como o Espírito estava no princípio da criação (Gênesis 1.2), esta data nos relembra que, em Cristo, O Espírito Santo nos “recriou” (2ª Coríntios 5.17 - no grego a expressão é literalmente NOVA CRIAÇÃO); 3) Esta comemoração também nos traz à memória que fomos capacitados e comissionados por Deus com dons espirituais para sermos testemunhas de seus feitos (Atos 1.8); 4) A partir do Pentecostes, o cumprimento de formar uma igreja entre todas as nações se concretiza (Romanos 8.9 / Atos 11.17). E Estes são apenas alguns dos motivos que nos deveriam levar a comemorar este dia!    
É... deveriam, mas infelizmente, foram ofuscados por outros motivos que não relembram, em nada, o que Deus fez pelo seu povo. Infelizmente em nossa era os cristãos fazem pouco caso desta celebração e às vezes nem a comemoram como deveriam. Aliás, a igreja do século XXI é especialista em ofuscar a memória de dias gloriosos. Um exemplo disto é a substituição do "Domingão da Ressurreição" pelo "Domingão do Faustão". Hoje, dificilmente, você encontrará igrejas que celebram ao SENHOR pela ressurreição de Cristo neste dia., o primeiro dia da semana. Aliás, dificilmente você encontrará crentes que celebram ao SENHOR neste dia, a não ser de manhã e à noite. Estão muito ocupados com o brasileirão e o tal do Faustão...
É triste ver que os “namorados”, o “Coelho com ovos  de  chocolate”  e  o  “Papai Noel”  roubaram  o  foco  das  principais celebrações  cristãs. Como disse o profeta Jeremias, é preciso "perguntar pelas veredas antigas" URGENTEMENTE! Que  o  SENHOR  tenha misericórdia de nós e nos faça retomar  a  reverência  e  o correto entendimento destas festas para que celebremo-las de maneira aceitável, amém!

O Perigo da Teologia Dispensacionalista


Por Rousas Jhon Rushdoony

Há muitos que sustentam que o dízimo não é mais obrigatório, mas foi abolido, juntamente com o restante da lei, pelo grande fato “divisório” na história, a cruz. Essa posição, sempre que defendida, reside em uma forma de dispensacionalismo. Ela divide as Escrituras em duas ou mais eras que são totalmente diferentes, até mesmo quanto à maneira de salvação em alguns casos, e sustenta que a lei é agora inválida, pois estamos debaixo da graça.
A salvação, contudo, em toda a Escritura é pela graça soberana de Deus somente. O homem nunca foi salvo pelas obras da lei em nenhum momento da história. A Escritura não nos dá dois planos de salvação, mas somente um. Antes da vinda de Cristo, a salvação pelo seu sacrifício vicário foi anunciada no sistema sacrificial. O homem era salvo, não pelas obras, mas pelo sangue expiatório do Cordeiro, anunciado antes de sua vinda através do sacrifício de animais sem defeito. O crente colocava suas mãos no animal a ser sacrificado, confessava os seus pecados, e agradecia a Deus por prover o sacrifício vicário do inocente para a sua salvação. A lei não salvou nenhum homem, seja no Éden, em Israel ou na igreja. A lei anuncia a justiça de Deus. Ela é o Código Santo, o caminho da santidade ou santificação. Ela declara que essa é a vida da fé, a vida de obediência: essa é a forma de servir a Deus.
O caminho da salvação não varia na Bíblia: é sempre pela graça soberana. O caminho da santificação não muda na Bíblia: é pela obediência à lei de Deus. O dispensacionalismo, quer em suas formas moderadas ou extremas, faz violência ao significado e unidade da Escritura.
Aqueles que negam a lei o fazem supostamente em nome de um caminho “mais sublime” agora aberto aos cristãos. Dessa forma, certo dispensacionalista, Pieter A. Verhoef, escreve:
A lei declara um dia dentre sete para ser santo ao Senhor – o Espírito santifica todos os sete. A lei separa uma tribo das doze para servir como sacerdotes – o Espírito declara toda a congregação como sendo sacerdotes (1 Pedro 2.9). A lei exige a décima parte das possessões – o Espírito nos translada para nos tornarmos possessão de Deus com tudo o que temos, cem por cento. Tudo pertence a ele. Somos seus despenseiros, que darão conta de cada centavo que possuímos.
Dessa forma, para Verhoef, o dízimo não é lei para nós! Mas essa é uma declaração chocante da parte de um professor de Antigo Testamento! Examinemos seus comentários. Primeiro, há uma suposta diferença entre a era da lei e a era do evangelho, para usar esses termos comuns mas ilegítimos, no fato que “a lei declara um dia dentre sete para ser santo ao Senhor – o Espírito santifica todos os sete”. Como assim? A lei é enfática, repetidamente: “Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2). S. Pedro simplesmente repete a lei, declarando:
Segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo. (1 Pedro 1.15-16)
Em toda a Escritura, requer-se que toda a nossa vida, dias e atividades sejam santos: não há diferença aqui entre o Antigo e Novo Testamento. Um dia dentre sete deve ser separado para descanso, mas todos os sete devem ser devotados à santidade, todos devem ser santificados ao Senhor e pelo seu Espírito. Verhoef confunde as ideias de descanso e santidade; elas são ideias relacionadas, mas claramente separadas. Não somente o descanso, mas o trabalho também deve ser santo.
Segundo, Verhoef diz: “A lei separa uma tribo das doze para servir como sacerdotes – o Espírito declara toda a congregação como sendo sacerdotes (1 Pedro 2.9)”. Essa é uma declaração impressionante; impressionante em sua desonestidade e falsidade. Certamente Verhoef sabe que aqui Pedro também está citando a lei! Observe o que o Antigo Testamento declara, e como Pedro resume isso:
Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. (Ex 19.5-6)
Mas o SENHOR vos tomou e vos tirou da fornalha de ferro do Egito, para que lhe sejais povo de herança, como hoje se vê. (Dt 4.20)
Porque tu és povo santo ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que lhe fosses o seu povo próprio, de todos os povos que há sobre a terra. (Dt 7.6)
Porque sois povo santo ao SENHOR, vosso Deus, e o SENHOR vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe serdes seu povo próprio. (Dt 14.2)
E o SENHOR, hoje, te fez dizer que lhe serás por povo seu próprio, como te disse, e que guardarás todos os seus mandamentos. Para, assim, te exaltar em louvor, renome e glória sobre todas as nações que fez e para que sejas povo santo ao SENHOR, teu Deus, como tem dito. (Dt 26.18-19)
Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1 Pedro 2.9)
Ser um povo santo significa ser um povo separado, um povo dedicado ou sacerdotal. Isso o Antigo Israel era e isso o Novo Israel de Deus é. Então um clero profissional existia e hoje existe um também. O que Ex 19.6 diz, 1 Pedro 2.9 repete. Nosso futuro é de fato cruel, e o julgamento de Deus certo, quando a igreja tem como seus eruditos “fieis” e “reformados” homens como Verhoef.
Terceiro, Verhoef diz:
A lei exige a décima parte das possessões – o Espírito nos translada para nos tornarmos possessão de Deus com tudo o que temos, cem por cento. Tudo pertence a ele. Somos seus despenseiros, que darão conta de cada centavo que possuímos.
Essa é uma obra-prima, mas não da graça! A recusa em dizimar é transformada numa virtude, como um sinal que de alguma forma, sonegando o nosso dízimo, estamos dando ao Senhor tudo! Já vimos que Dt 4.20 fala de Israel como a herança ou possessão de Deus; Dt 14.2 como um povo único ou peculiar ao Senhor, isto é, como sua propriedade, e assim por diante. Em toda era, os eleitos de Deus são sua possessão no sentido mais pleno da palavra.
Mas isso não é tudo. Certamente um professor de Antigo Testamento deveria saber que os primeiros frutos e o dízimo representam a dedicação de toda a colheita e de toda a nossa renda, pessoa e vida ao Senhor. O fato de dar os primeiros frutos, as primícias do rebanho e o dízimo, não o resto mas a primeira porção ao Senhor, significa a dedicação de tudo ao Senhor.
Em um ponto Verhoef está correto: somos “possessão de Deus com tudo o que temos, cem por cento. Tudo pertence a ele. Somos seus despenseiros, que darão conta de cada centavo que possuímos”. Precisamente, e esse é o motivo de Deus requerer de nós o dízimo, nossos primeiros frutos. Sua reivindicação sobre nós é primeira e total. Reconhecemos essa reivindicação ao dar a Deus o dízimo que ele requer de nós pela lei. Se damos a ele a prioridade em nossas vidas, tempo, trabalho e renda, então temos de fato manifestado por meio disso que somos verdadeiramente sua possessão. Se negamos a ele o seu dízimo, então nossa profissão de fé é vazia.
Sou normalmente um homem dado à hospitalidade nos termos bíblicos. Fundamento na Escritura, ordenei que um homem deixasse a minha casa ano passado. Ele chegou ao clímax de suas exposições de farisaísmo ao declarar que acreditar em ser totalmente do Senhor, e que acreditava no princípio do dízimo, mas não na “prática legalista” dele. Perguntei quando ele dava, e ele recusou responder, mas tornou-se aparente pelas respostas de sua esposa que ele não dava quase nada!
Podemos crer em Jesus Cristo como Senhor e Salvador em princípio, mas não na prática? Podemos crer em sermos fieis às nossas esposas em princípio, mas não na prática, sem sermos mentirosos ou hipócritas? Podemos declarar que somos do Senhor em princípio, sem a prática do dízimo, e ainda estarmos em seu favor? Não posso crer nisso.
Fonte: Capítulo 3 do excelente livro “Tithing and Dominion”, futuro lançamento da Editora Monergismo.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto. Outubro/2010.
Disponível em http://monergismo.com/?p=2653

O Cristão e a Pena de Morte: Dá para conciliar?


"Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda darás testemunho, acompanhando a maioria, para perverteres a justiça" (Ex: 23.2)

Agora virou festa! Não bastava a vergonhosa legalização da união estável entre homossexuais pelo Supremo Tribunal Federal, agora também querem a legalização da Maconha... daqui à pouco vem o aborto, o assassinato e por aí a "festa da iniquidade" se deflagra...

Deus, o Todo-Poderoso Soberano dos céus e da terra, convoca o Seu povo no Monte Sinai desta forma:  "Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus. Guardai os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor, que vos santifico. [...] Se um homem tomar uma mulher e a mãe dela, é maldade; serão queimados no fogo, tanto ele quanto elas, >>PARA QUE NÃO HAJA MALDADE NO MEIO DE VÓS<<. [...] Guardareis, pois, todos os meus estatutos e todos os meus preceitos, e os cumprireis; a fim de que >>A TERRA<<, para a qual eu vos levo, para nela morardes, >>NÃO VOS VOMITE<<. E não andareis nos costumes dos povos que eu expulso de diante de vós; porque eles fizeram todas estas coisas, e eu os abominei. [...] Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes; nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo; >>NEM ANDAREIS SEGUNDO OS SEUS ESTATUTOS<<. Os meus preceitos observareis, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor vosso Deus." (Levítico 20.7-8, 14, 22-23 / 18.3-4)

O Texto é claro: A Pena de morte deveria ser aplicada em Israel como >>A<< forma de coibir o alastramento do pecado na nação, já que eles deveriam ser santos! Ah! Como seria maravilhoso se os cristãos modernos voltassem os seus olhos para este princípio! Quão magnífico seria ver o povo de Deus lutando contra o pecado e pela legalização da Pena de Morte, já que o próprio Deus a institui como >>O<< meio de coibir a iniquidade de toda uma nação. E olha que Deus não está falando de CONVERSÃO, mas COIBIÇÃO da "maldade no meio deles", ou seja, o afastamento de um povo das práticas totalmente abomináveis aos Puros Olhos de Deus. E, ainda que este povo adote leis que sejam contrárias as encontradas na Sagradas Escrituras, de modo algum devemos aceitá-las pois, como dizia irmão Agostinho, "uma Lei Injusta, não é Lei alguma!"

Estamos vivendo ante o progresso da Iniquidade! A nossa nação, bem como a grande maioria dos cristãos que nela habitam, estão cada vez mais caminhando rumo às velhas práticas encontradas em Sodoma e Gomorra, onde "tanto os moços como os velhos" eram totalmente devassos e sem escrúpulo moral algum! (Gn: 19.4)

Como, então, barrar este progresso? Pregação do Evangelho, sem dúvida, é o primeiro passo a ser tomado. Entretanto, existe uma segunda atitude que precisa ser, urgentemente, re-considerada: O MODO COMO OS CRISTÃOS VEEM A LEI VETERO-TESTAMENTÁRIA (Velho-Testamento).

Os cristãos modernos (pelo menos, a grande maioria) acham que, por não sermos uma teocracia, não devemos mais considerar a Lei Divina dada aos nossos antepassados como algo especial e de valia na sociedade atual. Na verdade, uns desconsideram quase que completamente a Lei dada no Sinai, como é o caso dos dispensacionalistas ("moderados" ou "exagerados"). Para redescobrirmos o valor e a importância da Lei Sinaítica para nós hoje, precisamos lançar mão de uma passagem que, ora ou outro, vêm sido utilizada pelos que são contrários ao Correto uso daquela Lei: João 8.1-11.


"Mas Jesus foi para o Monte das Oliveiras. Pela manhã cedo voltou ao templo, e todo o povo vinha ter com ele; e Jesus, sentando-se o ensinava. Então os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; e pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério.
Ora, Moisés nos ordena na lei que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para terem de que o acusar. Jesus, porém, inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo. Mas, como insistissem em perguntar-lhe, ergueu-se e disse- lhes: Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, até os últimos; ficou só Jesus, e a mulher ali em pé.
Então, erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais."

Longe de discutir se o texto em questão faz parte do cânon ou não, quero trabalhar outro princípio ali. A situação é vergonhosa! Uma mulher é apanhada em flagrante adultério e os "fariseus e Escribas", já conhecidos inimigos do Senhor, trouxeram esta mulher para ser apedrejada porque, segundo eles, "Moisés ordena na Lei que as tais sejam apedrejadas". Será? Vejamos o que a Lei ensina para "que não houvesse maldade" no meio dos israelitas:

"O homem que adulterar com a mulher de outro, sim, aquele que adulterar com a mulher do seu próximo, certamente será morto, tanto o adúltero, como a adúltera." (Lv: 20.10)

Observe que ambos deveriam ser mortos! Mas o objetivo daqueles homens não era a prática imparcial da Lei, mas sim, tentar Jesus para "terem de que o acusar". E por que isso? Tais homens sempre foram invejosos e procuravam, dia e noite, ter com o que acusar Jesus para que este fosse condenado perante o império Romano. Eles fizeram isso com o tributo romano (Mt: 22.15-22) e agora estavam tentando acusá-lo numa das leis vigentes na época que, segundo as Escrituras, não permitia aos povos sob o domínio de Roma executarem ninguém a seu bel-prazer (João 18.31) porque, esclarece Donald Guthrie, "embora o sinédrio tivesse o poder de condenar um homem [ou, claro, uma mulher] à morte, exigia que ele obtivesse a sansão do governador".

Então vemos que a intenção deles não era a justiça prática da Lei Mosaica, mas sim, a aplicação parcial da mesma segundo seus próprios interesses. No desfecho da história, o Senhor revela respeito pela autoridade vigente (o império Romano) e nos ensina que, em tempos de "Antropocracia", devemos nos submeter as autoridades constituídas, assim como Paulo no ensina em Rm: 13.1-2, até onde estas respeitarem os princípios morais contidos na Sagrada Lei. Então, JESUS NÃO FOI CONTRA A PENA DE MORTE E POR QUE NÓS SERÍAMOS? SOMOS MAIORES QUE O NOSSO MESTRE?

Ele nunca deu sinais de que reprovava esta Lei, antes, Ele afirma:

"Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido. Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus. Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus [como no caso de João 8], de modo nenhum entrareis no reino dos céus." (Mateus 5.17-20)

Então, por favor, não desconsidere as palavras inspiradas que o SENHOR concedeu ao seu santo servo Moisés que "foi fiel em toda casa de Deus" (Hb: 3.5). Ainda que algumas daquelas leis tinham o seu valor apenas temporal pois tipificavam o sacrifício de nosso Senhor (Hb: 10.1), re-considere o valor que você tem dado àqueles preceitos, para a glória do nosso Deus.

Que o Espírito Santo nos conduza a uma alta e reverente apreciação de TODAS as Suas Sagradas Escrituras!

JÁ ME CHAMARAM DE FANÁTICO!!!


"Tu ordenaste os teu mandamentos para que os cumpramos à risca! Tomara, sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos. Então, não terei de me envergonhar, quando considerar em todos os teus mandamentos." (Salmo 119.4-6)

Tenho discipulado nestes últimos meses um aluno meu da Universidade. Semana passada ele me fez uma pergunta interessante sobre fanatismo religioso e minha resposta foi trivial ao explicar o significado do termo e suas implicações. Depois disso eu comecei a pensar no assunto e me lembrei de que já fui rotulado de tantas coisas como, por exemplo, de conservador, de direitista, de machista (aliás, veja os comentários sobre uma postagem minha
 aqui), de fundamentalista, de puritano, de antihumanista, de facista e, finalmente, de fanático. Surgiu em minha mente a questão sobre o porquê algumas pessoas pensarem isso de mim, por que elas vinham em mim um comportamento que transparecia fanatismo religioso?

Comecei a refletir e pensei: bem, se ser fanático significa ser agressivo, cheio de rancor, desrespeitoso, ameaçador, preconceituoso, violento, estreito mentalmente; se ser fanático é usar de excessiva irracionalidade quanto às motivações teóricas, religiosas ou políticas; se ser fanático é não saber ouvir e nem debater com respeito; se ser fanático é beirar o delírio; então posso afirmar com toda tranqüilidade que não sou fanático e sinto-me ofendido com este rótulo.

Por outro lado lembrei que o fanatismo para muitos significa abraçar, obedecer e preservar a Lei de Deus na família e na vida como um todo. Numa cultura tão relativizada como a nossa que alarga os limites do pecado e estreita as fronteiras da santidade, procurar nunca mentir ou sempre guardar o Domingo como dia do Senhor, apenas para citar dois hábitos, pode ser visto como fanatismo moral e religioso respectivamente. E o pior de tudo é que muitas vezes este tipo de julgamento surge dentro da própria Igreja.

Neste sentido eu diria que se para alguns fanatismo é sinônimo de obedecer a Deus, ou seja, se lutar pela virgindade até o casamento for fanatismo; se nunca adulterar, mesmo que mentalmente, for fanatismo; se houver disposição para largar o emprego e o glamour pessoal para servir ao Senhor for fanatismo; se perdoar qualquer tipo de agressão for fanatismo; se acreditar que a pena de morte é um princípio divino contido nas Escrituras no Velho e no Novo Testamento for fanatismo; se crer que o Senhor está no controle de tudo no universo for fanatismo; se, de minha parte, houver disposição à morte por amor de Jesus for fanatismo; se acreditar que existe um princípio de autoridade no mundo onde o homem é o cabeça da mulher for fanatismo; se entender que a Bíblia é a revelação inequívoca de Deus aos seus eleitos for fanatismo; em suma, se na busca da santidade extrema houver a obediência com todas as forças à vontade de Deus, cumprindo-as sem relativismo ético, moral ou cultural for fanatismo; então certamente serei o mais fanático dentre todos os estilos de vida existentes nessa terra!